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terça-feira, 29 de maio de 2012

         Se o dia continuasse, não existiria noite e sem a ausência momentânea do sol, não contemplaríamos a magnitude intrigante da lua.
         Ao deitarmos na cama e nos desligarmos do mundo, sonhamos, e realizamos desejos, e descobrimos desejos, e desejamos ter desejos, almejados inconscientemente por uma parte de nós mesmos que muitas vezes desconhecemos ou não nos importamos em reconhecer, algumas partes que escondidas causam-nos menos danos do que se ousássemos traze-las a tona.
        No discorrer de nossa frenética rotina, escondemos muitas partes de nós mesmos para que outras apareçam e brilhem como estrelas no céu escuro, mas estas partes que escondemos na penumbra de nosso ser, podem perturbar-nos quando o sol reaparece, afinal, o céu continua o mesmo, somente a intensidade de luz que incide sobre ele é que se alterna.
        Um de nossos grandes enigmas, é que tememos em demasia tudo o que se esconde na escuridão e por consequência tememos a nós mesmos, nossos medos nos assombram mais do que seria sua coerente proporção, o arrependimento mais intenso floresce das situações das quais nos abstraímos, uma vez que o desconhecido aflige-nos constantemente sem consideração alguma.
         Nossa independência consiste em controlar nossos temores, não nos convém buscar incessantemente esconde-los ou esquece-los, como também não nos convém deixar que norteiem os rumos de nossa vida, devemos apenas controla-los e reunir forças o suficiente para enfrenta-los. A independência só nos é alcançada quando tornamo-nos dependentes apenas de nós mesmos e de nossa força, que mantemos muitas vezes ocultas apenas por temer usa-la. 

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