Por Evelyn Marcélin
O
trabalho apresentado para a matéria de Ciências Antropológicas, ministrada pela
professora Maria Celina Trevizan Costa, pelos alunos do Primeiro período de
Psicologia da UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga sobre as diferentes
culturas de cada país tornou-se uma pequena Feira das Nações, com informações
muito ricas sobre cada país e suas principais diferenças culturais e sociais
com relação ao nosso Brasil. Além de propiciar um delicioso e encantador
momento de recreação com os amigos, sem perder o foco na infinita quantidade de
informações interessantes apresentadas por cada grupo sobre seus países.
Também
permitiu aos alunos uma visão amplificada de como fomos infinitamente
influenciados por cada povo que deixava sua terra natal e vinha se aventurar
pelas, ainda por desbravar, terras brasileiras, afinal, somos um povo misto,
formados por fragmentos de cada cultura o que nos torna únicos e interessantes
aos olhos da maioria, relembrando que os únicos nativos brasileiros realmente
são os índios, que por sua vez não deixaram de contribuir para enriquecer ainda
mais a nossa cultura.
O
povo mais rico é aquele que como o nosso, pode se aproveitar um pouquinho de
cada cultura que por ele passasse, tendo a oportunidade de assimilar tudo o que
era bom em cada uma delas. Obviamente, e por infelicidade, algumas características
não tão louváveis também foram herdadas em conjunto, mera inconveniência.
Entretanto,
me permito questionar como, em um país em que praticamente todas as culturas do
mundo foram misturadas e agregadas, onde ninguém é inteiramente, caucasiano,
oriental ou negro, dentre outras, pode existir tamanho preconceito racial,
cultural ou religioso. E continuo, ainda, buscando por tal resposta.
Prosseguindo
com descrição da apresentação do trabalho, ela ocorreu de forma oral, visual e deliciosamente
“degustativa”, com a apresentação de slides, painéis e mesas, e as comidas
típicas de cada país. Contando com cinco grupos apresentando as seguintes
culturas: japonesa, portuguesa, árabe, italiana e africana.
Sem
duvidas os pontos mais interessantes em cada cultura eram aqueles que divergiam
da nossa, que causavam uma divertida estranheza aos nossos olhos, como a
seriedade, frieza e rigidez da cultura japonesa; a alegria, elegância e
jovialidade da cultura portuguesa; a seriedade quanto às roupas e aspectos
religiosos e a massificada diferença entre homens e mulheres da cultura árabe;
a extroversão, alegria, importância das ligações familiares e o sangue quente
da cultura italiana; e por fim, mas não menos importante, os estranhos costumes
da cultura africana, suas riquezas muitas vezes ofuscadas e desvalorizadas e o
grande contraste sociocultural e econômico do país.
O
trabalho em equipe marcou cada momento da elaboração e execução do trabalho,
não só dos indivíduos de um grupo, mas entre os próprios grupos em si. A
montagem das mesas ponderou a decoração segundo seu respectivo país, com
objetos, informações, documentos e comidas típicas de cada um. Os painéis foram
enfeitados de acordo com as bandeiras, símbolos e cores de cada um,
transmitindo para quem os obsevava em conjunto, um pouco das características e
das emoções destes.
As
apresentações orais foram feitas através de slides com imagens e informações em
que cada participante do grupo fazia sua contribuição deixando seus comentários
e impressões. Em alguns grupos como Japão e África, foram usadas roupas
similares às utilizadas nos países, e Portugal encerrou a apresentação com uma
dança típica, envolvendo todos os presentes, alguns por livre e espontânea
vontade e outros deliberadamente por livre e espontânea pressão, mas
descontraindo e divertindo o ambiente que em seguida foi liberado para a degustação
das tão esperadas comidas típicas, sushi, shoyo, queijos, frios, vinho, uvas, quibe,
esfirras, pizzas. Tudo fantasticamente delicioso.
As
impressões deixadas por um trabalho como este, são as de que, reconhecendo um
pouquinho de si e de seus hábitos e costumes em um país após o outro, temos a
certeza de que a rica miscigenação brasileira foi uma ilustre contribuidora
para a formação desse nosso povo inigualável.
Para
tanto, o respeito e a admiração nutridas por cada diferença e semelhança que
encontramos, nos mais diversos e distantes lugares do mundo, faz jus a sua
existência e tornando o preconceito uma mera resistência de pessoas que, não
reconhecem dentro de si quão miscigenadas são, no entanto isto não deixa de ser
preocupante, uma vez que assim como a sociedade influí sobre o individuo, este
também marca sua influência sobre a sociedade.
Considerando
tudo que aprendemos nesta disciplina, quanto a Antropologia, a Psicologia, o
individuo a sociedade e a cultura, acredito que esta foi uma excelente forma de
encerrar nossas atividades neste semestre, uma vez que foi posto em prática
tudo o que aprendemos em sala, conhecendo de forma divertida e criativa, cada
aspecto cultural deixados em seus indivíduos e em nosso rico, mas ainda imaturo
país.
Consequentemente,
o esforço de cada grupo foi visível e recompensatório, marcando aspectos e
curiosidades sobre japoneses, portugueses, árabe, italianos e africanos e nos
permitindo uma visão mais ampla da magnitude gritante de cada cultura. Um
trabalho divertido, saboroso e rico em informações, aprendido de forma prática
e divertida, valorizando ainda o trabalho em grupo, a ajuda ao próximo e o
respeito entre os indivíduos e as culturas.
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